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25/04/2018 Alternativa a remédio para pessoas com insônia: NEUROFEEDBACK
Técnicas alternativas ao tratamento medicamentoso tem ganho crescente interesse internacional e mostrado benefício, como é o caso do Neurofeedback (NFB).

Estudos sugerem que de 10 a 30 por cento da população mundial pode apresentar quadro de insônia.  A insônia pode ser vista como dificuldades para adormecer e/ou dificuldades para permanecer dormindo por longo período (DSM-V). Com isso, muitos recorrem a remédios naturais, mudanças de hábitos ou ate mesmo medicação controlada, almejando o sono “tranquilo”. A medicação atua diretamente sobre o cérebro pela via química, promovendo assim a indução do sono. A Insônia pode ainda apresentar problemas como alterações de humor, dificuldades de memoria entre outros.


Por isso, técnicas alternativas ao tratamento medicamentoso tem ganho crescente interesse internacional e mostrado benefício, como é o caso do Neurofeedback (NFB).



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O Neurofeedback e um treinamento que visa o autocontrole das ondas cerebrais, a fim de treinar o paciente para o controle da atenção/hiperatividade e relaxamento e bem estar. Atua no treinamento do autocontrole das ondas cerebrais, reconhecendo o padrão das ondas e estimulando o cérebro a aumentar sua capacidade concentração e/ou relaxamento e bem-estar, através da detecção das ondas cerebrais pelo Eletroencefalograma (EEG).


Criado em 1924, o EEG é um dispositivo que permite o registo gráfico da atividade elétrica (denominadas de frequência ou ondas) do cérebro, por meio de eletrodos acoplados ao couro cabeludo.  


Por volta de 1960, foram realizados estudos para verificar a habilidade das pessoas de diferenciar os tipos de ondas geridas pelo próprio cérebro, de forma subjetiva. Ou seja, com a utilização do EEG, um pesquisador treinou pessoas para responder ao “acaso” se estavam em ondas determinadas (Alfas). Mais tarde, eram informados se as respostas estavam corretas ou não, o que era transmitido pelo pesquisador através de um sinal sonoro, como feedback aos participantes.  Com isto, foi descoberto que o número de respostas corretas aumentou nos treinos efetuados nos dias conseguintes, e que depois de alguns treinos, as respostas eram corretas. Como método do treinamento, o examinado foi capaz de atingir o estado desejado, permitindo ser capaz de observar e controlar sua atividade cerebral, e consequentemente, seu estado de consciência e seu funcionamento mental.


Nasce assim versão inicial do Neurofeedback, com princípios e métodos derivados da psicofisiologia.


Alguns anos depois (1971) Neurofeedback foi usado como método terapêutico, para redução de ataques epiléticos em pacientes, revelando em seus estudos melhora importante nos resultados. Em 1980 método foi aplicado em crianças com TDAH, e os resultados obtidos foram mais eficazes do que comparados com os tratamentos farmacológicos ou a psicoterapia clássica. Em 1999, foi lançada a primeira monografia dedicada ao Neurofeedback.


A partir de então, o Neurofeedback começou a ser utilizado para tratamentos alternativos aos convencionais.


Antes de iniciar o tratamento, é importante definir corretamente, através de consulta médica com o especialista em neurologia, o diagnóstico do paciente. Após a consulta, pode ser indicado ou não o tratamento com o Neurofeedback.


Caso indicado o tratamento, será definido um protocolo personalizado. As sessões são realizadas conforme protocolo individual.


O treinamento tem sido usado ainda para ganho de performance esportiva. Os resultados podem ser otimizados de acordo com a persistência do tratamento.

 

No Brasil, a Clínica Higashi é a 1a no Brasil a utilizar a tecnologia Alemã de Neurofeedback NeuroConn.  O aparelho de Neurofeedback TheraPrax é certificado pela Comunidade Europeia (CE) e clinicamente aprovado em protocolos internacionais.


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É importante lembrar que nenhum tratamento médico oferece promessa de resultado. O Neurofeedback não foge a regra, devido a resposta individual de cada um.


Autora: Ana Carolina Peçanha M. Cardoso. Psicóloga, Coach e Especialista em Neurociências. ( Contato: tel: 21-34398999 / cel: 21-982084972 Clínica Higashi Rio de Janeiro)



Referências:

  • DSM5- Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5 edição 2014
  • J Family Med Prim Care. 2016 Oct-Dec; 5(4): 780–784. doi:  10.4103/2249-4863.201153
  • COBEN, Roberts & EVANS, J. R. Neurofeedback and neuromodulation – Techniques and Applications. Elsevier Inc,2011.

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